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05/01/18
Máquina custeada pelo SUS substitui coração de paciente por 53h
O ECMO bombeia o sangue por meio de "canos" ligados às artérias e oxigena o sangue através de uma membrana artificial
Da redação

O avanço tecnológico permitiu que uma máquina substitua as atividades que seriam normalmente executadas pelo coração e o pulmão em centros cirúrgicos. Resultado do projeto Dispositivos de Assistência Circulatória (DAC), o ECMO (sigla em inglês para extracorporeal membrane oxygenation, ou oxigenação por membrana extracorpórea) bombeia o sangue por meio de "canos" ligados às artérias e oxigena o sangue através de uma membrana artificial. O DAC faz parte do Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), custeado por meio de isenção fiscal e coordenado pelo hospital privado Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Exceto pela função que desempenha, o equipamento não lembra em nada um coração de verdade: quadrado, ele parece uma caixa de onde saem as cânulas (tubos) ligadas ao corpo e fica instalado em uma estação de aço com rodas para deslocá-lo.

O procedimento ainda é raro no Brasil, mas já é aplicado através do SUS. A diarista Fabiana Pinto, 42 anos, sofreu três paradas cardíacas após procedimento cirúrgico. Fabiana precisou ser reanimada e corria risco de falência múltipla dos órgãos. Foi quando a equipe do projeto foi acionada, na manhã do dia seguinte. Fabiana passou 53 horas ligadas a uma máquina que executou todas as funções de seu coração e pulmão enquanto seu órgão se recuperava. Mesmo em um hospital privado, o tratamento foi totalmente gratuito. 

Para a cardiologista Priscila Raupp da Rosa, um dos “segredos” do dispositivo é justamente garantir o tempo necessário para que o coração se recupere para funcionar sozinho. “O aparelho também é essencial para os casos de transplante de coração. Enquanto o paciente aguarda um novo coração transplantado, o ECMO cumpre as funções do órgão. ‘Compramos’ tempo”, explica a médica.

O equipamento chegou ao Moinhos de Vento em março de 2017 e foi usado pela primeira vez no hospital no caso de Fabiana. Quatro hospitais públicos do Sul do Brasil participam do projeto que avalia a efetividade de tratamentos avançados para doenças cardíacas e a viabilidade econômica no Sistema Único de Saúde: Clínicas e Instituto de Cardiologia, de Porto Alegre, e as Santas Casas de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e de Curitiba, no Paraná.

O Moinhos de Vento é reconhecido pelo Ministério da Saúde como um dos seis hospitais de excelência do país. O hospital é o também o primeiro de Porto Alegre a receber a ISO 9001:2015 por seu sistema de gestão.

Tags: ECMO, SUS, DAC


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