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03/09/13
Médicos americanos desenvolvem bioimpressoras
Equipamentos imprimem tecidos e cartilagens sob medida
Da Redação

O cientista americano Darryl D'Lima, que coordena um laboratório de pesquisa ortopédica na clínica Scripps, nesta cidade, produziu uma cartilagem bioartificial com tecido de vaca através de uma impressora jato de tinta. No futuro, bioimpressão seria capaz de criar cartilagens em tecido retirado de pacientes através da impressão de células em um líquido gel. As informações são do The New York Times.

Segundo o pesquisador, o objetivo é ter uma impressora na sala de operação que possa imprimir cartilagens sob medida diretamente no corpo. As bioimpressoras chegarão para concorrer com as impressoras 3D convencionais que usam plásticos para construir um objeto.

Em todo o mundo, os pesquisadores já estão experimentando a bioimpressão. Eles querem fazer as células passarem pela cabeça de impressão sem matá-las e construir além de cartilagem, osso, pele, vasos sanguíneos, pequenos pedaços de fígado e outros tecidos.

Apesar dos avanços, os cientistas não acreditam que estamos próximos de imprimir órgãos. "Ninguém acredita, no fundo, que isso acontecerá nos próximos 20 anos", disse Brian Derby, pesquisador da Universidade de Manchester, no Reino Unido, à revista Science. 

O pesquisador Darryl D'Lima também crê que a impressora de cartilagem, com uma cabeça de impressão presa a um braço robótico, também está longe, mas ele é otimista quanto ao desenvolvimento do projeto. "A cartilagem poderia ser o primeiro fruto atraente para se colocar a impressão em 3D na clínica", declarou.

Em San Diego, a Organovo desenvolveu um equipamento semelhante, que é capaz de fazer tiras de tecido de fígado, com cerca de 20 células de espessura, que podem ser usados para testar medicamentos em desenvolvimento. 

Na Alemanha, o laboratório da Escola de Medicina de Hannover também experimenta a impressão em 3D de células de pele. No mesmo país, outro laboratório produziu folhas de células cardíacas que deverão ser usadas para reparar tecidos lesionados em infartos.

Para mulheres que sofreram remoção de tumores no seio, o pesquisador da Universidade do Texas em El Paso, Thomas Boland, criou um método para imprimir tecido gorduroso que pode ser usado para criar pequenos implantes.

Brasil - Em 2012, a Organovo, primeira empresa a produzir bioimpressoras, com Autodesk, que desenvolve softwares de design em 3D usados na arquitetura da engenharia e construção, firmaram uma parceria para desenvolver softwares capazes de projetar tecidos complexos e levar impressoras a produzir órgãos maiores. A tecnologia ainda está em seus primeiros estágios e só é capaz de bioimprimir pequenos pedaços de tecido que chegam a 500 micrometros de comprimento, pouco maior que o fio de cabelo.



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