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18/10/11
Brasileiro assume International Medical Informatics Association
PhD na área de BioMedical Systems, Lincoln Moura Júnior assume presidência da organização
Da redação

Pela primeira vez, um brasileiro foi eleito para o cargo de presidente da International Medical Informatics Association (IMIA), organização formada por sociedades técnico-científicas, sem fins lucrativos. A escolha de Lincoln de Assis Moura Júnior para o cargo, para o período de 2013 a 2015, foi anunciada durante uma assembléia geral em Oslo, na Noruega. “Gostaria de trabalhar para que gestores e governos vissem na IMIA uma fonte qualificada e isenta de conhecimento e de espaço de colaboração internacional”, antecipa. Atualmente, sociedades de 61 países fazem parte da IMIA. “Desta forma, conseguiremos usar os sistemas de informação em saúde para contribuir para melhoria da gestão e do atendimento em saúde”. Tesoureiro da associação desde 2007, Moura Júnior é PhD na área de BioMedical Systems, professor de pós-graduação da Poli/USP, Unicamp e São Camilo e diretor da Zilics, empresa fornecedora de sistemas de informação para instituições de saúde.

 

Portal Diagnósticoweb - O que sua eleição para a presidência da IMIA representa para o setor de pesquisas em ciências da informação na área de saúde no Brasil? 


Lincoln Moura - Minha eleição é resultado do crescimento da área no Brasil e em toda a América Latina. A Sociedade Brasileira de Informática em Saúde é reconhecida nacional e internacionalmente como uma sociedade séria e inovadora, capaz de liderar projetos de abrangência regional e internacional. É por este reconhecimento que o Brasil conquistou o direito de realizar o Medinfo, com enorme apoio das sociedades latino-americanas de Informática em Saúde.

Diagnósticoweb – Quais são seus planos à frente do cargo?

 

Moura - Minha atuação tem sido sempre no sentido de buscar maior aderência entre a teoria e a prática, procurando abrir a organização para uma interação mais efetiva com organizações irmãs, como é o caso da Organização Mundial de Saúde - com quem já temos excelente prática conjunta - e também das organizações internacionais de padronização da informação em saúde, como a ISO, por exemplo. Obviamente, são muitas as pessoas que trabalham para que estas atividades aconteçam. A função da liderança da IMIA é a de coordenar as atividades e garantir que elas sejam realizadas. Gostaria de trabalhar para que pacientes, estudantes, profissionais de informática em saúde, gestores e governos vissem na IMIA uma fonte qualificada e isenta de conhecimento e de espaço de colaboração internacional. Desta forma, conseguiremos, de fato, usar os Sistemas de Informação em Saúde para contribuir para melhoria da gestão e do atendimento em saúde. Os mecanismos para isto são os que a IMIA já vem praticando, ou seja, a busca proativa de iniciativas em que a IMIA possa catalisar a obtenção de resultados e ser reconhecida por isso.

 

Diagnósticoweb – Qual a importância das atividades desempenhadas pela IMIA?

 

Moura - A IMIA promove o uso adequado da informática e dos sistemas de informação para contribuir para a melhoria do atendimento em saúde e tem como objetivo ser uma ponte entre sociedades científicas, países, e organizações irmãs. Nossa atividade mais visível é o Medinfo, o Congresso Mundial de Informática em Saúde, que passa a ser realizado a cada dois anos. Em 2013, o evento acontece na Dinamarca e, em 2015, será realizado no Brasil, em São Paulo. Além do Medinfo, a IMIA mantém uma série de revistas científicas de excelente qualidade e produz, também, o Yearbook, que é uma compilação anual dos trabalhos científicos mais relevantes publicados na nossa área.

 

Diagnósticoweb - Qual a sua avaliação sobre o desenvolvimento de pesquisas na área de informática em saúde e medicina no Brasil?

 

Moura - O Brasil tem excelentes exemplos do uso da informação e dos sistemas de informação para a gestão e a operação do sistema de saúde. O projeto do Cartão SUS e o Cadastro Nacional de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (CNES) são exemplos de iniciativas de importância internacional. Obviamente, trata-se de projetos e processos complexos que requerem tempo para amadurecer. No campo dos Sistemas de Informação em Saúde, sinto falta de uma política nacional clara, construída pelo consenso da sociedade civil e que olhe para todo o País e não isoladamente para os setores público e/ou privado. É uma área de grande complexidade. Políticas de consenso são excelentes para lidar com problemas e sistemas complexos.



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