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09/04/12
Música ajuda diminuir rejeição a órgãos transplantados
Sons ativam a produção de células com resposta anti-inflamatória e melhoram ação do sistema imunológico
Da redação

Um estudo realizado no Japão mostra que apreciar obras clássicas evita a rejeição do organismo a tecidos e órgãos geneticamente diferentes. Os pesquisadores constataram que obras como La Traviata e peças de Mozart podem ajudar a diminuir a rejeição a órgãos transplantados. Isso porque os sons ativam a produção de células com resposta anti-inflamatória e melhoram ação do sistema imunológico. A pesquisa, realizada com ratos de laboratório, foi publicada na mais recente edição do Journal of Cardiothoracic Surgery. As informações são do "Correio Braziliense". 

 

Para o estudo, Uchiyama submeteu camundongos a um transplante de coração, além de inserir em seus organismos fluidos e tecidos de animais geneticamente diferentes. As cobaias, que tinham de 8 a 12 semanas, foram, então, distribuídas aleatoriamente em cinco grupos. Desses, um não recebeu nenhum tipo de estímulo sonoro, enquanto os quatro restantes foram expostos, nos seis dias após o transplante, a diferentes tipos de som: peças de Mozart, a ópera La Traviata, o estilo new age na voz da cantora Enya e sons de uma única frequência.

 

Após receber o coração, o sistema imunológico dos camundongos acionou a propriedade aloimune, que ocorre quando o corpo tenta combater células invasoras, vistas, pelo organismo, como uma ameaça. Depois do período estipulado, as cobaias que ouviram música clássica ou ópera apresentaram maiores índices de sobrevida (aproximadamente 26 dias), comparando-se aos animais que foram expostos ao new age. Nesse caso, eles viveram, em média, 11 dias após a cirurgia.

 

"A música pode melhorar o desempenho de pessoas que estão fazendo testes de raciocínio lógico, reduzir o estresse, trazer sentimentos de conforto e relaxamento, promover a distração de uma dor e melhorar os resultados da terapia clínica", destaca o pesquisador da Universidade de Jutendo e chefe do estudo, Masateru Uchiyama. Os pesquisadores observaram que um dos principais motivos para que isso acontecesse foi o aumento das quantidades de linfócitos CD4 e CD25 - células de defesa do organismo que regulam a resposta imunológica e têm propriedades anti-inflamatórias.

 

De acordo com o imunologista Paulo Soares, apesar de os pesquisadores não terem analisado como a música agiu no organismo dos camundongos, eles ofereceram um dado consistente: "O sistema imunológico é complexo e interage com o ambiente. Devido a isso, é plausível que ele esteja ligado a outras variáveis, além da música, que podem acalmar ou relaxar". Para Soares, a grande questão que gira em torno do transplante é modular as células defensoras para que elas entendam que o tecido estranho não é agressor. "Sempre que uma pessoa recebe um transplante, o sistema imunológico é acionado. O estudo comprovou que a música clássica pode diminuir a atividade do organismo, atuando como uma espécie de anti-inflamatório, prolongando a sobrevida dos animais."

 

Para o presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai), João Negreiro Tebyriçá, o estudo abre a possibilidade para a musicoterapia ser um elemento auxiliar na receptividade ao transplante. "O mais interessante do estudo é que eles conseguiram medir a intervenção. Houve uma influência nas células que são ligadas ao processo de aceitação do órgão, que são chamadas de reguladoras; elas são importantes na prevenção de processos alérgicos e doenças autoimunes", afirma.



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