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12/01/12
Nordeste: 85,3% dos exames de AVC não utilizam tomógrafo
Pesquisa mediu a qualidade do cuidado hospitalar prestado a pacientes atendidos com o problema
Da redação

Um estudo feito por pesquisadores da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) mostra que a região Nordeste apresentou a maior porcentagem de exames de tomografia computadorizada não realizados pelo SUS para tratamento de AVC - 85,3% dos casos - em ambientes onde os aparelhos são disponíveis. O objetivo da pesquisa foi medir a qualidade do cuidado hospitalar prestado a pacientes atendidos com o problema.

 

Para a realização do estudo, os pesquisadores analisaram 16.879 internações no período de um ano e sete meses e os resultados foram publicados na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz. De acordo com os dados, em todo o Brasil, o exame foi efetuado em apenas 28,6% dos atendimentos.  Nos casos em que não houve o procedimento com o uso da tecnologia, 59,6% das vezes o estabelecimento dispunha de tomógrafo.

 

Depois do Nordeste, a Região Sudeste aparece com o segundo maior percentual (66,1%) de exames não realizados em estabelecimentos com tomógrafo disponível, mesmo assim, 41,9% das internações por AVC foram atendidas e não fizeram o exame, como afirmam os pesquisadores.  “Para que o cuidado ao AVC seja efetivo, é necessário um conjunto mínimo de tecnologias disponíveis no tempo correto, com a realização da tomografia computadorizada idealmente dentro de até quatro horas e meia após o início dos sintomas”, explicam os pesquisadores.

 

A pesquisa mostrou que a maioria dos pacientes internados tem em média 64,7 anos e são homens (53%). O percentual de óbitos foi de 34,3% para o período de internação de sete dias, sendo que os óbitos ocorridos nessa primeira semana contabilizaram 85,2% do total. “A taxa de mortalidade hospitalar bruta foi de 15,5% no grupo que realizou a tomografia computadorizada em contraste com a taxa de 41,8% entre os que não realizaram o exame”, comentam os estudiosos.

 

Os dados também indicaram que em somente 19,1% das internações houve registro de comorbidades, em 6% houve necessidade de uso da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e em 88,3% o tipo de admissão foi emergencial. Quanto ao tempo de permanência no hospital, a maior parte dos casos (34,8%) se concentrou na faixa entre três e quatro dias.



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