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31/10/17
Pacientes com câncer de pulmão não pequenas células poderão realizar gratuitamente teste que identifica a presença de EGFR e ALK
Os testes são oferecidos a todos os pacientes diagnosticados com CPNPC e devem ser solicitados por um médico, oncologista ou patologista
Da redação

Biomarcadores são moléculas biológicas encontradas no sangue e outros fluidos ou tecidos corporais, como urina e plasma, que podem ser utilizados para identificar uma condição biológica ou uma doença. Além disso, alguns biomarcadores podem indicar a probabilidade de desenvolvimento de um determinado tipo de câncer. Quando esses marcadores são adequadamente identificados, permitem classificar grupos de pacientes com maior probabilidade de beneficiarem-se com um tratamento específico.

 A iniciativa faz parte do Programa PD-Point, lançado em junho pela Merck & Co. Inc.   MSD. Os testes são oferecidos a todos os pacientes diagnosticados com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) – dos tipos escamosos e não escamosos - e devem ser solicitados por um médico, oncologista ou patologista, através de um site único (www.pdpoint.com.br), que permite inclusive, acompanhar todo o processo, desde a retirada da amostra até o recebimento dos resultados. “A MSD, pensando no paciente, decidiu oferecer os três testes essenciais para tratar da melhor forma possível o paciente com câncer de pulmão. Os testes são realizados em laboratórios de alta qualidade no Brasil e os resultados estão disponíveis em até 12 dias úteis no site do programa“, explica a diretora médica da Unidade de Oncologia, Dra. Márcia Abadi.

A personalização do tratamento, além de aumentar as chances de sucesso do paciente obter resultados expressivos, possibilita que os recursos da saúde, pública e privada, sejam alocados de forma mais sustentável, uma vez que identifica com precisão se o paciente está apto a ser tratado por medicamentos de ponta. Desde o início de 2017, pembrolizumabe pode ser usado no Brasil como tratamento do melanoma e, recentemente, se tornou a primeira e única imunoterapia com indicação aprovada para a primeira linha de tratamento do câncer de pulmão avançado do tipo células não pequenas.

A aprovação em primeira linha teve como base o estudo de fase III, fortemente positivo, KEYNOTE-024, que demonstrou benefício clínico significativo de pembrolizumabe, na dose de 200mg a cada três semanas, comparado com a quimioterapia, que tem sido o padrão de tratamento por décadas. Os principais resultados do estudo mostraram que 80% dos pacientes do grupo tratado com pembrolizumabe permaneceram vivos aos seis meses de tratamento, em comparação com 70% do grupo da quimioterapia.

No geral, aqueles que receberam a imunoterapia anti PD-1 da MSD reduziram em 50% o risco de progressão da doença e em 40% as chances de morte por qualquer causa quando comparados ao grupo de terapia padrão com quimioterapia. Além disso, quase metade (45%) dos pacientes que utilizaram pembrolizumabe obteve alguma resposta ao medicamento, seja parcial ou completa, enquanto apenas 28% dos pacientes tratados com quimioterapia apresentaram estes tipos de resposta.

O Pembrolizumabe está sendo avaliado para mais de 30 tipos de tumores em 370 estudos clínicos. No Brasil, o medicamento está sendo pesquisado em mais de 17 ensaios clínicos, há cerca de 140 instituições envolvidas e mais de 450 pessoas em tratamento.



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