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17/08/17
Pará tem primeiro hospital do SUS com tecnologia para prevenir erros médicos por medicação
Iniciativa vai dar mais segurança ao paciente e reduzir custos no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo
Da redação

O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, no Pará, vai ser o primeiro hospital público brasileiro a implementar tecnologia para prevenção de erros por prescrição de medicamentos. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a multinacional desenvolvedora de soluções na área de saúde, Wolters Kluwer, a Salux - empresa brasileira de ferramentas de sistema de gestão hospitalar - e a Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, entidade responsável pela administração do hospital paraense. O objetivo da parceria é dar mais segurança ao paciente, além de reduzir custos. 

Inaugurado em 2015 pelo goverdo do Pará, o Octávio Lobo é referência no Norte e Nordeste em atendimento especializado contra o câncer na infância e na juventude, com 89 leitos, sendo dez de UTI. Entre janeiro de 2016 e abril de 2017, realizou um total de 25.725 atendimentos. A instituição vai receber a tecnologia Medi-Span, da Wolters Kluwer, que, incorporada ao software de prescrição do PEP da Salux, vai guarnecer a equipe clínica do hospital com alertas automáticos entregues de forma eficiente dentro do fluxo de trabalho, permitindo assim uma triagem sofisticada, sensível ao contexto e com base em informações disponíveis no sistema sobre cada paciente. 

Por meio do cruzamento das referências - baseados em informações confiáveis e consistentes - e dados do histórico do paciente, será possível antecipar possíveis ocorrências, fazer avaliações e, na hipótese de considerarem que a terapia de medicação original tem o potencial de criar um evento adverso, sugerir uma alternativa mais plausível e um tratamento mais seguro. 

"Cerca de 2,4 mil instituições ao redor do mundo fazem uso desta ferramenta de suporte a prescrição de medicamentos, mas no Brasil ainda existe um gap neste sentido. Este é o terceiro hospital brasileiro, o primeiro na esfera pública, a adotar essa solução. Portanto, esse projeto é também uma grande quebra de paradigma e uma importante mudança na forma de conduzir a saúde. E isso torna-se ainda mais impactante por tratar-se de uma instituição localizada em uma região carente e que atende crianças, portadoras de uma doença crônica. É emocionante fazer parte deste projeto e contribuir para uma melhoria da saúde desses pacientes e para a efetividade clínica dessas instituições", explica Fabio Lia, diretor de alianças estratégicas para América Latina da Wolters Kluwer.

"A nova tecnologia vai permitir que a Pró-Saúde amplie a assertividade durante a assistência aos pacientes ao oferecer um avançado suporte ao corpo clínico durante a prescrição de medicamentos e, também, promove um uso mais eficiente dos recursos financeiros. Trata-se de uma experiência que poderá, inclusive, ser compartilhada com outras Unidades do País, que dependem de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa união de expertises certamente resultará em ganhos de qualidade para o paciente", enfatiza Jocelmo Pablo Mews, diretor de Operações da Pró-Saúde. 
 
De acordo com Fernando Paragó, consultor médico corporativo em Segurança do Paciente, da Pró-Saúde, assim como nos demais hospitais administrados pela instituição, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo dispõe de um núcleo para gestão de riscos, que acompanha inclusive a incidência de erros médicos por eventos adversos. Até pelo próprio nível de especificidade e criticidade dos pacientes do hospital, os profissionais de saúde envolvidos com esse núcleo já há algum tempo observam um aumento no volume destes tipos de incidentes, o que os leva a estimar que cerca de 75% estão associados à prescrição de medicamentos, especialmente na decisão de dosagem. "O próprio potencial de risco e a necessidade de mitigá-lo foram os impulsionadores para que o projeto começasse nesta instituição. Enxergamos esse projeto como uma oportunidade de alavancar o nível de segurança desses pacientes. Se conseguirmos reduzir ao menos em 50% essa incidência, já teremos grandes motivos para comemorar", ressalta Paragó.
 
Fabricio Avini, CEO da Salux, complementa que além dos impactos na eficiência do tratamento, a escolha da medicação, bem como os erros relacionados a ela, leva a um desperdício de recursos e elevam os custos, questão crítica hoje na área da saúde, em especial em instituições públicas. "Além de gastar mais com paciente que fica mais tempo internado, o hospital deixa de gastar com outro que, muitas vezes, está em piores condições e precisando de rápido tratamento. Em um sistema afogado e crítico como o SUS, liberar o paciente em menor tempo, permite atender um número maior de pessoas. E isso é fantástico. Estou bastante entusiasmado, pois assim como todo mundo que trabalha com saúde, tenho a missão de ajudar a solucionar esse enorme desafio".



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