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20/01/12
Parkinson: primeira estereotaxia completa 10 anos no Recife
Cirurgia tem a capacidade de corrigir, através de eletrodos, o funcionamento do circuito cerebral
Raissa Ebrahim, do Recife

Há dez anos, o Recife presenciava sua primeira cirurgia contra o Mal de Parkinson, doença que atinge, em média, 3% da população mundial. Através de um procedimento chamado estereotaxia, de lá para cá, aproximadamente 100 pessoas já foram beneficiadas. Apesar de o crescimento do mercado de saúde pernambucano como um todo ser mais recente, a capital já se destacava na área ao final da década de 1990, enquanto outros locais do Nordeste – a exemplo de Salvador, Natal e João Pessoa –, só viriam a fazer uso do método bem mais tarde.

 

“O marco é uma prova de que o Recife nada deve ao eixo Rio-São Paulo quando o assunto é tratamento cirúrgico para Parkinson”, destaca Paulo Brainer, neurocirurgião funcional responsável por trazer o procedimento para a capital pernambucana e único a realizar as cirurgias na cidade até hoje. “É mais um ponto de exploração e referência do mercado local, capaz de atrair até mesmo pacientes de fora do Estado”. 

 

De uma maneira simplificada, a cirurgia tem a capacidade de corrigir, através de eletrodos, o funcionamento do circuito cerebral. Por meio de um orifício muito pequeno (de cerca de 4 mm), a estereotaxia consegue localizar qualquer área do cérebro utilizando de ressonância magnética e tomografia computadorizada. A localização é feita por meio de satélites, espécie de pontos cartesianos, com altíssima precisão. Tudo trabalhado através de um software específico.

 

"Há cerca de 20 anos, o risco do procedimento girava em torno de 20%. Hoje é de menos de 1%”, calcula Brainer, que também esclarece que o procedimento não promove a cura, assim como os medicamentos, mas é capaz de controlar a doença e, assim, aumentar a qualidade de vida do paciente.

 

O método foi trazido para o Recife ainda no final da década de 1990, quando Brainer voltou dos estudos na Inglaterra. A primeira cirurgia foi realizada em 2002. No serviço público, o procedimento foi inserido apenas em 2005. Atualmente, as cirurgias são realizadas na rede privada pelos hospitais Memorial São José e Esperança, e na rede pública, no Hospital da Restauração.  

 

Equipamento - Pioneira em estereotaxia na America Latina, a Micromar é a única empresa fornecedora dos equipamentos no país, atuando ainda na Europa e Estados Unidos. A empresa, fundada em 1986, é voltada para o mercado de neurocirurgia com uso de alta tecnologia, especializada em produzir equipamentos, instrumentais e acessórios. A expansão ao longo dos anos permitiu que, em 2007, fosse inaugurada sua nova sede na Europa. Seus produtos são utilizados em mais de 30 países.



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