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12/04/18
Pesquisadores da UFMG descobrem o maior vírus do mundo
Chamado de tupanvirus, ele não faz mal a seres humanos e pode, no futuro, ajudar a diagnosticar várias doenças
Da redação

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) descobriram o maior vírus do mundo. Nomeado de tupanvirus, ele não infecta humanos e é 50 vezes maior que os vírus comuns. Para essa descoberta, amostras de sedimentos da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro e de lagoas salinas no Pantanal, em Mato Grosso do Sul, foram analisadas em laboratório. Os supervírus são os maiores já encontrados no planeta. São dois muito semelhantes e que parecem microfones peludos.

Segundo a pesquisadora Thalita Arante, a descoberta do vírus superou as expectativas da equipe. “A gente nunca imaginava que pudesse ser tão diferente, que pudesse ser tão grandioso o vírus que a gente conseguiu isolar. Então, assim, foi sensacional ver pela primeira vez aquele vírus todo diferente, com uma cauda, que nunca tinha sido descrito, daquele tamanho”, disse.

A descoberta do maior vírus do mundo foi publicada na revista científica britânica Nature Communication. “Quando nós fizemos o sequenciamento completo, nós percebemos que, além da estrutura, que já era fantástica, o genoma era fantástico. Codificava genes nunca vistos antes no planeta. E cerca de 30% dos genes eram completamente novos”, disse o professor pesquisador da UFMG, Jônatas Abrahão.

De acordo cos pesquisadores, os novos vírus chegam a ser 50 vezes maiores que os comuns. Os da dengue, zika e febre amarela são pequenininhos como uma cabeça de alfinete. Após três anos de estudo, a equipe descobriu que esses gigantes têm carga genética complexa, o que é de grande interesse científico.

O próximo passo da pesquisa do tupanvírus é descobrir se eles são capazes de produzir proteínas, elementos biológicos utilizados na identificação de doenças. “A produção de proteínas é importante pra uma série de testes de diagnóstico pra doenças infecciosas. Então, alguns testes por exemplo pra detecção de anticorpos em pacientes que já tiveram dengue, já tiveram zika ou até mesmo febre amarela muitos são baseados na presença de proteínas”, explicou o professor Jônatas Abrahão.

Os pesquisadores alertam que ninguém precisa ter medo do vírus gigante. Já está comprovado que ele não infecta seres humanos, e é uma grande conquista para a ciência.



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