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16/03/12
Pesquisadores reprovam próteses metálicas de quadril
Dispositivo possui resíduos de cromo e cobalto que podem causar reações alérgicas nos tecidos ao redor do transplante, causando dores, falsos tumores e até destruição óssea
Da redação

As próteses de quadril feitas só com o uso de metal foram reprovadas em um estudo feito por pesquisadores do Reino Unido, baseados no maior banco de dados do mundo sobre a colocação do material. Além de terem expectativa de vida mais baixa, o dispositivo feito de metal possui resíduos de cromo e cobalto que podem causar reações alérgicas nos tecidos ao redor do transplante, causando dores, falsos tumores (sem células cancerosas) e até destruição óssea.

 

Com uma taxa de revisão de 6,2% dos pacientes em cinco anos, as próteses metálicas falharam mais rapidamente do que as outras. Os resultados foram quatro vezes piores para as mulheres e, uma novidade, também foram ruins para os implantes com cabeças do fêmur mais largas. As informações são da Folha.

 

A análise feita no estudo, divulgado no "Lancet", levou em conta mais de 400 mil implantes de diferentes materiais, sendo cerca de 31 mil de metal-metal, entre 2003 e 2011. Além disso, os pesquisadores recomendam que próteses de metal-metal com haste não deveriam ser implantadas. A agência reguladora britânica recomendou que os usuários de próteses de quadril façam avaliações anuais com exame de sangue e ressonância magnética.

 

A publicação do estudo, no "Lancet", foi feita dez dias depois de o "British Medical Journal" divulgar uma investigação, feita com a BBC, que mostra como os íons metálicos podem se infiltrar nos tecidos dos pacientes com implantes de metal.

 

Discussão - No Brasil, uma média de 56 mil próteses de quadril são colocadas anualmente. Desse total, apenas 4% a 5% são aparelhos metálicos, segundo Luiz Sérgio Marcelino Gomes, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Quadril. A sugestão de proibição proposta pelos pesquisadores britânicos gera discussão e divide opiniões de especialistas.

 

"Muita gente acredita que a liberação de íons não cause nada, mas não se sabe o que pode acontecer a longo prazo. Eu nunca implantei prótese de metal-metal e acho que muita gente vai repensar suas práticas a partir desse artigo", diz Giancarlo Polesello, ortopedista, com especialização em cirurgia de quadril e artroscopia.

 

"O uso tem que ser criterioso. O que precisa é ter a designação correta", comenta Luiz Sérgio Marcelino Gomes. Segundo ele, as reações acontecem em um percentual muito baixo dos pacientes e a sobrevida de cada prótese depende da recomendação. A metálica, de acordo com Gomes, tem indicação restrita: homens de 20 a 50 anos que praticam exercícios físicos, já que a prótese tem alta resistência a impactos.

 

O ortopedista especializado em cirurgia de quadril, Lafayette Lage, ressalta que o estudo se refere à prótese de metal-metal com haste e não à metálica de recobrimento, que não tem essa estrutura. "O problema é que a junção da haste com o cone provoca um desgaste violento. Não é preciso ficar alarmado, mas tem de fazer um acompanhamento anual. Muitos só vão ao médico quando surge um problema", pontua.



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