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08/05/12
Philips planeja aquisições no setor de saúde no Brasil
Multinacional com sede na Holanda também pretende crescer organicamente com ampliação das exportações
Da redação

Com o objetivo de ganhar mercado em um setor em franca expansão no Brasil, a Philips pretende ir às compras na área de saúde. Além disso, a companhia holandesa também espera crescer organicamente, com o aumento das exportações e a ampliação da capacidade produtiva da subsidiária. As informações são do jornal "Valor Econômico".

 

O interesse da Philips no setor de saúde é explicado pelo avanço das classes médias no Brasil e em outros países emergentes. "Nos próximos dois anos teremos novas aquisições no Brasil. Precisamos ser rápidos, para aproveitar as oportunidades", afirmou Vitor Rocha, vice-presidente da área de Saúde da Philips na América Latina.

 

As novas aquisições da empresa, segundo o executivo, devem servir para complementar o portfólio de produtos e serviços da empresa no país. O foco serão companhias de pequeno e médio porte, que ajudem a reforçar a atuação da Philips em segmentos de alto crescimento.

 

Um das áreas que tem chamado a atenção da companhia holandesa é a de equipamentos de imagem e a de saúde domiciliar. O crescimento dessa área é de 30% ao ano no Brasil.

 

Aquisições - Essa não é a primeira vez que a Philips faz aquisições no país. Entre 2007 e 2010, a empresa investiu 350 milhões de euros em compras e melhorias da infraestrutura das empresas adquiridas.

 

A VMI-Sistemas Médicos (VMI), do segmento de diagnóstico por imagem, foi a primeira a entrar no pacote da holandesa. Depois, em 2008, a Philips comprou a Dixtal Biomédica e Tecnologia, fabricante de equipamentos hospitalares para monitoramento de pacientes, anestesia, ventilação e eletrocardiograma. Já as últimas aquisições se voltaram para a área de tecnologia: a companhia comprou a Wheb Sistemas e a Tecso Informática, fornecedoras de sistemas de gestão clínica. Segundo Rocha, os anos de 2011 e 2012 estão servindo para a integração dessas operações e, no ano que vem, a empresa planeja voltar às compras.

 

A estratégia segue um plano global da Philips para a área de saúde, que hoje representa 40% do faturamento total da companhia. Foram 9 bilhões de euros gerados pelo setor em 2011, dentro dos 22 bilhões de euros em vendas mundialmente. As outras áreas – de iluminação e eletroeletrônicos – representam cada uma 30% dos resultados. As mesmas proporções valem para o mercado brasileiro.

 

Carro-chefe - "Saúde é o que está puxando o crescimento da empresa, tanto em volume, quanto em lucratividade, em todo o mundo", explica o executivo, destacando o potencial do Brasil, onde 25% da população é atendida pelo sistema privado de saúde.

 

No Brasil, a Philips tem duas fábricas de equipamentos: uma em Lagoa Santa (MG), para o segmento de imagem, e outra em Manaus (AM), onde produz equipamentos de monitoramento e anestesia. A capacidade anual da empresa é de 1500 unidades.

 

Essa capacidade deve crescer 20% nos próximos anos, impulsionada pelo aumento das exportações da subsidiária para a América Latina. A meta de Rocha é fazer com que 35% do volume de vendas sejam feitas para fora, sendo que hoje essa proporção não passa de 5%.

 

Por aqui, devem ser introduzidas as linhas de produção de novos equipamentos. "A empresa se volta para os emergentes e, no país, esperamos crescer 30% neste ano", diz Rocha. Em 2011, o volume de vendas da área de saúde no Brasil cresceu 25%. A Philips globalmente apresentou prejuízo de 1,29 bilhão de euros no ano passado.



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