home notícias Tecnologias
Voltar Voltar
03/01/13
Projeto deverá criar impressora 3D para órgãos e tecidos humanos
Plataforma bioimpressora da Organovo Holdings já produz tecidos humanos em pequena escala. Produção de órgãos diminuiria o custo da medicina e capacidade dos serviços médicos aumentaria
Da Redação, com informações da Folha de São Paulo

Na última terça-feira (18), a Organovo Holdings, companhia de San Diego que já produz tecidos humanos em pequena escala, anunciou uma parceria com a produtora de software Autodesk para projetar uma plataforma bioimpressora. A proposta é utilizar um sofsoftware da Autodesk voltado para a fabricação de objetos como luminárias e eletrodomésticos, para a construção de tecidos vivos e, no futuro, órgãos humanos.

A produção de órgãos vivos com o uso de impressoras tridimensionais diminuiria o custo da medicina e, possivelmente, a capacidade de produção dos serviços médicos aumentaria, é o que pensa Keith Murphy, presidente-executivo da Organovo. “No momento, podemos criar uma fatia tridimensional de fígado instruindo uma ‘impressora’ quanto ao posicionamento de células", disse. Segundo o executivo, seria possível criar algo com menos de um milímetro de espessura, em um banco de testes, para estudos de medicamentos. “A questão de longo prazo é se poderemos produzir um fígado inteiro”, completa.

O processo que envolve a colocação de células para a confecção do material do órgão e de complementos, como veias e capilares, ainda é complexo e, segundo Murphy, provavelmente serão necessários muitos anos de trabalho antes que isso aconteça. A tarefa também seria mais ambiciosa do que os esforços de produção de órgãos, a exemplo de uma equipe de cirurgiões de Baltimore, que conseguiu criar uma traqueia adulta através da utilização de células-tronco em um tubo de plástico esterilizado.

Para se conseguir um projeto com prazo mais curto, seria necessária a produção de fatias de fígado para testes de medicamentos. Isso permitiria que cientistas testassem mais facilmente coisas como dosagens variáveis de medicamentos, e a criação de tecidos para testes cirúrgicos. A Organovo, neste caso, teria de produzir uma quantidade significativa de material em suas impressoras, nos dois casos.

De acordo com Murphy, trabalhar com a Autodesk, que já atuou extensamente no segmento de impressoras 3D, oferecerá à empresa uma melhor compreensão de como desenvolver software 3D, e isso ajudará a Organovo e outras companhias a projetar tecidos tridimensionais melhores. A Autodesk, por sua vez, pretende simular de que forma os objetos tridimensionais não vivos poderiam criados, para que possa melhorar suas operações básicas.

“Se você projeta um chassi de automóvel, o projeto não se altera”, diz. Para Carlos Olguin, que comanda o grupo de software biológico, nanodimensional e programável da Autodesk, ao projetar um chassi de automóvel, o projeto não se altera. “A impressão biológica envolve a montagem autônoma de coisas como células-tronco. É um paradigma de design diferente que pode ter grande efeito sobre coisas como protótipos em escala maciça”, disse. Segundo ele, a biologia está se tornando uma disciplina mais madura em termos de engenharia, e eles querem encontrar muito mais parceiros. 

*Com informações da Folha de São Paulo.



PUBLICIDADE

Newsletter

Cadastre-se e receba as novidades do Diagnosticoweb em seu e-mail

agenda

facebook

© Copyright 2012, Diagnósticoweb . Todos os direitos reservados.