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15/06/12
Prontuário Eletrônico traz agilidade e qualidade ao atendimento
Implementação de sistema exige cuidados éticos e legais, mas pode trazer grandes vantagens a médicos, pacientes e instituições
Da redação

Um dos maiores desafios para as instituições de saúde, o armazenamento de dados médicos demanda tempo, espaço e custos. Esses fatores estão cada vez mais deixando de ser um problema graças a soluções como o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP).

 
“Estamos contemplando o futuro e nós, como administradores na área de saúde, precisamos compreender esse avanço. Hoje temos prontuários cada vez maiores, sem locais adequados de armazenamento. Esse é um problema real para todos”, afirma Cadri Massuda, vice-presidente da regional PR/SC da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge).

 
A médica afirma que a implementação de um sistema de prontuário eletrônico exige cuidados éticos e legais, mas se feito de forma adequada pode resultar em redução de custos, maior eficiência e melhor qualidade no atendimento aos pacientes.

 
O PEP é a tecnologia contribuindo para o dia a dia do profissional, que terá informação rápida, de qualidade, consistente e, principalmente, sempre disponível para acesso”, observa Cadri.

 
Mais tempo para pacientes - Segundo Cláudio Giulliano Alves da Costa, presidente da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), o prontuário eletrônico dará aos médicos mais tempo para se dedicar ao paciente, deixando de lado as tarefas burocráticas.

 
“O PEP não é um prontuário digitalizado, em texto livre e sem estrutura. É a reunião organizada e integrada de informações, com sistemas de apoio de decisão e segurança de informação. Por exemplo, um sistema adequado pode alertar ao médico sobre uma interação medicamentosa inadequada”, exemplifica.

 
Quando avaliado o prontuário convencional, a grande quantidade de papéis não é o único problema. “Um prontuário médico em papel tem diversas limitações, como a ilegibilidade, a baixa mobilidade, a possível ambiguidade de informações, a falta de padronização, a dificuldade de acesso e também de pesquisa de dados”, comenta o presidente da SBIS.
 

Com toda a facilidade, mais instituições de saúde têm buscado a implantação do prontuário eletrônico. Além disso, essa decisão é respaldada por resultados que a utilização adequada do PEP trouxe para hospitais de todo o mundo, como redução de erros médicos, aumento da produtividade e melhora dos indicadores de saúde. “É o momento de abandonar o papel e reduzir custos, melhorando assim a eficiência e a qualidade do atendimento de saúde. Esse não é mais o futuro, é uma realidade”, avalia Cadri Massuda.

 
Ética - O presidente da SBIS, em palestra realizada pela Abramge, abordou os aspectos éticos e legais do prontuário eletrônico de paciente. “É fundamental que haja um projeto consistente, que contemple a integração de diferentes áreas e que seja confiável, uma vez que oferecerá aos profissionais da saúde informações cruciais para diagnóstico e tratamento”, observa.

 
Além disso, ele alerta sobre a segurança, privacidade e confidencialidade de dados. “O prontuário é um documento do paciente e não pode ser violado. Por isso, o sistema deve estar protegido e certificado digitalmente pelos órgãos competentes”, alerta.

 
Para que as informações contidas no PEP tenham valor legal e sejam válidas, é indispensável a presença da devida certificação digital de segurança, tanto do software utilizado e da pessoa jurídica – instituição de saúde – quanto de pessoa física – médicos e profissionais que assinam os dados.
 



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