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18/10/11
“Administradores preferem investir em equipamentos médicos do que em TI”
Entrevista Flavio Bolieiro, vice-presidente América Latina da MicroStrategy
Da redação

E se uma ferramenta fosse capaz de solucionar problemas relacionados ao aumento de custos e melhoria na qualidade dos serviços de um hospital? E se ainda esse instrumento permitisse ao profissional de saúde ter acesso aos prontuários médicos e a dar alta a seus pacientes, através de um simples comando no smartphone pessoal? Para falar sobre o assunto, o Portal Diagnósticoweb entrevistou Flavio Bolieiro, vice-presidente América Latina da MicroStrategy, empresa responsável pelo desenvolvimento do software de business intelligence (BI) presente nas redes de oito das dez maiores organizações mundiais de saúde.

 

Portal Diagnósticoweb – O que o business intelligence, de um modo geral, pode fazer por uma corporação?


Flávio Bolieiro – A maioria das empresas procura ferramentas de TI que as auxilie na automatização das suas ações cotidianas, como folha de pagamento e processos na área de recursos humanos. De modo geral, os softwares tornam a realização dessas ações mais rápida. O BI, por outro lado, além de automatizar os processos internos, traz para a empresa a inteligência de negócio e daí o nome business intelligence. A proposta dessa ferramenta de TI é fazer com que as pessoas da empresa, sejam os executivos ou os responsáveis por vendas que têm contato direto com o cliente, façam uma análise do que se passa na organização e entendam melhor as necessidades do seu público-alvo. A grande vantagem de um ambiente de BI é justamente oferecer dados unificados e transformados em informações estratégicas que apoiem os processos de tomada de decisão.

 

Diagnósticoweb – Como as soluções de business intelligence podem auxiliar as instituições de saúde?


Bolieiro – Além de ser um grande apoiador na tomada de decisões estratégicas, o BI funciona como uma ferramenta de monitoramento do desempenho dos serviços médicos e assistenciais. Quando associado a sistemas de gestão, o BI auxilia hospitais na automatização dos seus processos diários, como análises dos tipos de doenças mais freqüentes em um determinado período do ano, taxa de ocupação dos leitos e relação com os planos de saúde, identificando quanto tempo é necessário e de que forma os pagamentos são feitos. Também é possível fazer um controle mais apurado do estoque de remédios. São soluções que perpassam todos os setores da organização, ajudando a melhorar a qualidade dos serviços, a utilização de recursos e os cuidados com o paciente.

 

Diagnósticoweb – Quais são os principais resultados identificados na rotina do hospital?


Bolieiro – O BI fornece aos gestores uma maior compreensão dos processos internos da instituição, auxiliando na sua otimização. Ou seja, a ferramenta possibilita maior controle da organização, com execução de processos mais eficientes e, consequentemente, diminuição de gastos desnecessários. Os valores e o tempo de retorno dependem de como o hospital está organizado, mas certamente há aumento de receita quando uma organização entende melhor o perfil dos seus clientes e dos seus próprios produtos, fazendo ofertas mais personalizadas.

 

Diagnósticoweb – Instituições de pequeno e médio porte podem aderir à ferramenta?


Bolieiro – Sim. Nós temos várias opções de negociação, inclusive de cloud computing, que permite alugar e implementar o software sem precisar comprá-lo para instalação no seu ambiente. A utilização por parte da empresa se dá através da internet, no nosso site hospedado nos Estados Unidos. É o que chamamos de software as a service ou nuvem. Assim, uma média ou pequena empresa não precisa ter pessoal especializado e infraestrutura necessária para essa implementação, como computador adequado e rede.

 

Diagnósticoweb – Segundo dados da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), apenas 10% dos hospitais públicos utilizam alguma ferramenta de TI. Há resistência do mercado de saúde para essas ferramentas?


Bolieiro – Quase todos os administradores hospitalares são médicos e tecnologia para eles é tecnologia médica. Eles priorizam os investimentos em equipamentos médicos, preferem comprar um aparelho de ultra-som, do que uma ferramenta de TI. Os gestores precisam entender que se a instituição tivesse uma ferramenta de BI, ele teria melhores condições de análise para entender a real necessidade do novo aparelho de ultra-som ou de um outro aparelho, por exemplo. As ferramentas de TI o ajudariam perfeitamente nesse entendimento. Outro clássico exemplo é o fato de, ainda hoje, muitos médicos preferirem o prontuário médico no papel, do que digitalizado. Com o BI, esse prontuário poderia ser disponibilizado em smartphones, com acesso a todas as indicações do paciente, como taxas de colesterol, tempo de internação e momento de alta. Isso seria feito automaticamente, sem precisar passar para o papel, permitindo agilidade ao médico e otimização dos processos dentro da organização. No mercado americano, os hospitais utilizam muito mais ferramentas de TI do que aqui no Brasil. Ainda existe muito espaço nas instituições de saúde para o mercado de TI.

 

Diagnósticoweb – Em geral, as ferramentas de TI voltadas para instituições de saúde atuam no gerenciamento de dados e na produção de relatórios. Quais são os avanços e inovações esperados para o setor? O que você acha que o setor ainda pode inovar nessa área de TI para a área de saúde?


Bolieiro – Os avanços podem acontecer no que se refere à mobilidade, integrando as novidades tecnológicas à rotina dos profissionais dentro dos hospitais. Como disse anteriormente, muitos médicos ainda consultam o prontuário no papel, no formato de fichinhas. Isso já está ultrapassado. Com o BI, podemos oferecer esse prontuário móvel, podendo ser acessado do Iphone, BlackBerry, Ipad ou Tablet, por exemplo. Com o prontuário disponível no aparelho móvel, o médico poderia digitar o que tivesse a acrescentar e, imediatamente, dar alta para aquele paciente, sem precisar chamar a enfermeira. Sem dúvida, mobilidade tecnológica aliada ao BI pode trazer interessantes ganhos para os hospitais, em um modo geral.



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