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28/05/12
Remédio da Roche pode substituir quimio para câncer de mama
Medicamento T-DM1 permitiu reduzir o tamanho dos tumores e aumentar a esperança de vida das pacientes
Da redação

Um novo medicamento da Roche poderá substituir o tratamento de quimioterapia em casos de câncer de mama, anunciou Jörg-Michael Rupp, presidente da divisão latino-americana da farmacêutica, durante um fórum de saúde no Rio de Janeiro. As informações são do jornal “Estado de S. Paulo”.

 

O remédio T-DM1 seria capaz de reduzir o tamanho dos tumores e aumentar a esperança de vida das pacientes que apresentavam o tipo de câncer de mama mais agressivo (HER2 positivo) em estado avançado. “O remédio ataca diretamente a célula cancerígena e a mata, por isso seria desnecessário o uso de quimioterapia, o que evitaria efeitos colaterais como a perda de cabelo”, afirmou Rupp no fórum organizado pela Roche.

 

Segundo o diretor, a combinação do T-DM1 com outros remédios já existentes no mercado gerou “melhores resultados” que os tratamentos frequentes, incluindo sessões de quimioterapia.

 

Os resultados, no entanto, se referem exclusivamente a mulheres que já se submeteram previamente a outros tratamentos oncológicos. Apesar disso, o diretor se mostrou otimista quanto à possibilidade do remédio também ser efetivo nas primeiras fases da doença, inclusive em outros tipos de câncer. “Se o remédio funciona em uma fase avançada, há uma possibilidade maior de ser efetivo nas primeiras fases”.

 

O êxito dos testes com o novo medicamento da Roche foi anunciado pela companhia em março deste ano. Mais detalhes sobre o tratamento serão apresentados no próximo Congresso da Associação Americana de Oncologia Clínica (ASCO), que será realizado em Chicago nos EUA, no início de junho.

 

Rupp afirmou que os testes clínicos ainda podem levar três ou quatro anos e não quis especular prazos sobre a possibilidade do T-DM1 chegar ao mercado, o que também precisaria da aprovação das autoridades reguladoras de cada país. Uma eventual aprovação das agências reguladoras estaria restrita ao tipo de pacientes nos quais o remédio foi testado. 



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