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14/08/13
Remédio do futuro avisa médico ao ser ingerido por paciente
Comprimidos possuem um sensor eletrônico embutido. Objetivo da tecnologia ajudar no tratamento de pacientes com doenças crônicas que precisam tomar remédios regularmente
BBC Brasil

A companhia de saúde digital Proteus, com sede na Califórnia (USA), desenvolveu um medicamento que avisa a médicos e familiares quando ingerido. O objetivo da tecnologia é ajudar no tratamento de pacientes com doenças crônicas, que precisam tomar remédios regularmente. "Seres humanos não são robôs e, quando têm de tomar remédios ou fazer outras coisas que requerem muita rotina, sempre acham difícil", disse Andrew Thomson, diretor da Proteus. 

A Proteus irá disponibilizar os comprimidos com um sensor eletrônico. Quando o medicamento chega ao estômago, a mensagem é enviada a um adesivo colado ao braço do paciente e, de lá, segue em forma de alerta para um celular, tablet ou PC. Cerca de 50% das pessoas não tomam medicamentos corretamente, ao passo que 50% dos remédios não são prescritos ou vendidos adequadamente, afirma a Organização Mundial da Saúde.

Thomson explica que o sensor funciona como uma "bateria de batata". Segundo ele, ao colar pedaços cobre e magnésio em uma batata e conectá-los, é possível acender uma lâmpada. "Isso é possível por um princípio da química que diz que dois metais diferentes conectados em uma solução iônica - como a batata - criam uma carga elétrica", completou.

"O que nós fizemos foi unir dois minerais presentes na dieta de qualquer pessoa - cobre e magnésio -, colocá-los em um grão de areia que tem menos de milímetro quadrado e combiná-lo ao medicamento". Ao ser engolido, o sensor entra em contato com os ácidos gástricos, que são um meio iônico capaz de criar a voltagem necessária para ativá-lo. Em seguida, o chip entra em contato com o adesivo, que também monitora sinais vitais do paciente, como o sono e o movimento.

O adesivo envia todas as informações para um aplicativo localizado em um sistema de computação em nuvem que pode ser acessado por profissionais de saúde e parentes através de computadores e telefones. Além disso, a aplicação controla os efeitos dos remédios, avaliando se a dosagem está correta ou se está surtindo efeito.

A tecnologia ainda encontra-se em fase de testes na Grã-Bretanha, na rede de farmácias Lloyds. Os pacientes recebem uma cartela de remédios, sendo que um dos comprimidos contém o sensor.

*Com informações da BBC Brasil.



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