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20/02/14
Robô vai ser utilizado no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo
Equipamento custou R$ 10 milhões e serviá para cirurgias oncológicas. Hospitais privados e apenas três instituições públicas oferecem esse tipo de cirurgia
Agência Brasil

São Paulo - Um robô vai ser utilizado nas cirurgias de pacientes do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Sentados à frente de um console, os médicos irão guiar o robô, que vai permitir uma visão tridimensional e com profundidade, propiciando maior precisão nas intervenções quando comparadas às técnicas de videolaparoscopia e convencionais.

O robô será usado nas cirurgias de cinco especialidades oncológicas: urologia, ginecologia, cabeça e pescoço, aparelho digestivo e tórax. A expectativa é que o uso do equipamento reduza o tempo de recuperação e que seja menos invasivo para os pacientes, além de um menor período de internação. Neste mês de fevereiro, três cirurgias com o robô foram realizadas no Icesp, todas para a retirada de tumores malignos da próstata.

Ivan Ceconello, professor titular de cirurgia do aparelho digestivo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a qual o Icesp é ligado, explicou que o objetivo do projeto científico é comparar o uso da nova tecnologia com os métodos utilizados atualmente no hospital.

“O resultado será em três anos e temos disponibilidade para 500 operações nesse período. A técnica é promissora e tem muita chance de dar certo. Para nós, é muito bom estar ocorrendo isso em um hospital de grandes operações”, explicou Ceconelho. Ele disse ainda que diversos hospitais privados já utilizam a tecnologia, mas apenas três públicos oferecem esse tipo de cirurgia.

O robô custou R$ 10 milhões e a manutenção fica em torno de R$ 500 mil por ano. Apesar do alto custo, o Ceconelho diz que o equipamento é vantajoso por oferecer menor desgaste para o cirurgião, diminuir o risco de falhas (como tremores), variedade de movimentos e a visão tridimensional.

“Esse robô aumenta a imagem e, em muitas vezes, o que permite que sejam vistos detalhes que podem passar a olho nu em uma operação aberta”, disse. Na primeira fase, serão treinados 30 profissionais, e a cada dois meses uma especialidade nova vai entrar no trabalho. “O que deverá ocorrer é que serão selecionadas as operações a serem feitas em cada um dos métodos, de acordo com a necessidade e funcionalidade. Isso vamos ter que determinar”, completou.



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