home notícias Tecnologias
Voltar Voltar
13/09/13
Smartphones quebram privacidade no setor de saúde
Foto de um homem com um garfo no pênis foi compartilhada 21 mil vezes
Da Redação

A facilidade em tirar fotos e disseminar o material pela internet através dos smartphones têm sido um problema para o setor de saúde. São inúmeras as imagens que circulam em redes sociais e na imprensa de casos curiosos envolvendo pacientes que procuram o serviço médico. Os responsáveis pela quebra da privacidade de pacientes durante algum tipo de tratamento são geralmente médicos e enfermeiras, que não deixam de guardar um souvenir de um caso médico curioso.

O debate virou tema de um artigo publicado pela editora de saúde do Sydney Morning Herald, Amy Corderoy, que se usou o exemplo de um caso recente que aconteceu no país australiano. Uma radiografia de um homem de 70 anos que inseriu um garfo em seu pênis e buscou tratamento em um hospital de Canberra foi compartilhada 21 mil vezes, somente no Facebook, e foi notícia na imprensa do mundo inteiro.

Uma pesquisa realizada por um grande hospital na Austrália revela que metade dos médicos e enfermeiras fotografam seus pacientes e um a cada cinco deles utilizam seus próprios smartphones. Os profissionais alegam que precisam se aprofundar nos tratamentos de casos incomuns e os registros teriam o propósito exclusivamente educativo. "Os médicos sentem que é parte de uma boa prática a documentação das condições dos pacientes. Todo mundo que trabalha com saúde terá a experiência de ver um médico usar um telefone ou ser fotografado", afirmou a médica-fotógrafa e autora de uma pesquisa na University in Melbourne Kara Burns.

Segundo a pesquisa, 40% dos médicos sequer pedem autorização dos pacientes para fazerem as fotos. "A não-obtenção de uma autorização escrita é endêmica", disse a pesquisadora à publicação Australian Health Review. Ela não negou que as fotos em prontuários médicos dos pacientes são importantes para a evolução da área, mas afirmou que é evidente que há um imenso interesse público em fotografias médicas.

O artigo cita o site The New England Journal of Medicine com uma seção bastante popular chamada 'Image Challenge", em que os visitantes podem advinhar o que causou algumas condições médicas curiosas. 

A Australian Medical Association, dirigida por Steve Hambleton, informou que a quebra de privacidade no ambiente hospitalar é extremamente séria e três comitês estão desenvolvendo um regulamento para os médicos. "As novas tecnologias têm sido muito importantes para a ajuda aos pacientes. Um paciente com uma fratura, por exemplo, pode ser fotografado e a decisão sobre quem irá tratá-lo e qual o tipo de tratamento mais simples pode ser transferida para outros médicos da área ", explicou Hambleton. Ele também explicou que, se as imagens são usadas para ensino e reportagens de cases na área médica, os profissionais têm que se precaver para que os pacientes não sejam identificados.

O executivo ainda reflete sobre a segurança da informação nos smartphones dos médicos. "As fotos devem ir para os prontuários médicos dos pacientes, ou ficar no telefone? E o telefone tem o nível correto de segurança? Os médicos precisam estar certos da proporção dos riscos", finalizou. 




PUBLICIDADE

Newsletter

Cadastre-se e receba as novidades do Diagnosticoweb em seu e-mail

agenda

facebook

© Copyright 2012, Diagnósticoweb . Todos os direitos reservados.