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13/10/14
Tecnologias livres podem baixar o valor do plano de saúde
Arquivos digitais de exames permitem reduzir custos na área médica
da Redação

A diferença entre padrões abertos e fechados é um tema de grande importância no mundo da tecnologia. Um formato proprietário, por exemplo, desenvolvido e suportado por uma só empresa pode ter ótima qualidade, mas enfrentará restrições, como não poder ser aberto em máquinas ou sistemas de empresas terceiras. Já formatos livres são aqueles em torno dos quais não há restrição e podem ser executados em qualquer máquina.

No mundo da saúde, o problema não é muito diferente. A compatibilidade é uma questão que muitas vezes se coloca, já que os grandes fabricantes de equipamentos para exames de imagem, tomografia e armazenamento de histórico de pacientes criaram suas próprias soluções, que, muitas vezes, não conversam entre si. 

Roy Mantelarc, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), explicou ao portal INFo que o desenvolvimento de soluções proprietárias na área da saúde foi algo natural em uma época em que não existiam ferramentas capazes de integrar sistemas de dados dos pacientes, como sistemas de armazenamento em nuvem e ferramentas de big data.

De acordo com Mantelarc, “a tendência é que os formatos se tornem livres na área de saúde, como, por exemplo, são os formatos MP3 na música ou .doc para textos. São tipos de arquivos que podem ser abertos em qualquer equipamento”.

Seis grandes fabricantes de equipamentos médicos (Cerner, McKesson, Allscripts, Athenahealth, Greenway e RelayHealth) estão liderando uma iniciativa de nome UCA, do inglês Unified Clinical Archive, que propõe que todos os exames de imagem e relatórios médicos gerados por seus equipamentos sejam criados em arquivos abertos ou livres, ou seja, que eles possam ser acessados por qualquer tipo de computador.

Isso vai permitir que o médico particular acesse todo o histórico de exames e, em muitos casos, descarte a necessidade de solicitar novas avaliações. Tal como no uso doméstico, os formatos abertos, especialmente em áreas de emergência médica, permitirão que equipes de saúde tomem decisões mais acertadas em menos tempo e eliminarão a necessidade de exames repetidos. O uso de formatos abertos também vai facilitar o armazenamento de exames e histórico médico digital em ferramentas de nuvem, independentemente do laboratório ou hospital que o realizou.

O UCA ainda está em debate por parte de desenvolvedores de tecnologias médicas, que pretendem esclarecer, por exemplo, como preservar a privacidade dos pacientes e proteger os investimentos de quem aplica mais recursos em pesquisa. 

A iniciativa é vista como um caminho simples e importante de reduzir os custos na área médica e de diminuir os valores do seguro-saúde.



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