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26/02/15
The Lancet divulga procedimento inédito de reconstrução biônica
Mantidas sob sigilo, as operações ocorreram entre os anos de 2011 e 2014
Da Redação

A revista médica The Lancet divulgou um procedimento até então inédito de reconstrução biônica, que permite a substituição de mãos por próteses controladas pelo cérebro. O componente dá vantagens compatíveis às de um membro enxertado. Os procedimentos de reconstrução foram realizados entre 2011 e 2014 em três austríacos voluntários, que foram vítimas de acidentes que danificaram o plexo braquial, conjunto de nervos situado na altura do pescoço.

"Não foi difícil para mim decidir por fazer a operação. Eu não conseguia fazer nada com a minha mão. A prótese não substitui totalmente, mas agora eu posso fazer diversas coisas. Antes eu podia sentir tudo, mas não conseguia fazer nada com a minha mão", afirmou Markus Kemeter (35), em entrevista a The Lancet. Kemeter se voluntariou a ter sua mão amputada para receber a nova prótese.

A reconstituição biônica atrela procedimentos cirúrgicos com avançadas próteses e meses intensos de reabilitação. O projeto foi desenvolvido na Universidade de Viena, Áustria, sob chefia do professor Oskar Aszamann e oferece esperanças a pacientes que perderam a funcionalidade dos membros. Para o cirurgião responsável pela técnica, a reconstrução biônica traz mais benefícios. "Não tem efeitos colaterais e a qualidade da função recuperada é quase tão boa quanto a de um enxerto", explicou.

Por se tratar de um componente mecânico, não há sensibilidade. No entanto, o ponto de vista funcional é comparado por Aszamann a um enxerto. O diferencial do equipamento é a transmissão completa do impulso neurológico até a mão biônica, com captores que respondem aos impulsos emitidos pelos músculos, por meio de nervos provenientes de outra área da medula espinhal, que são enxertados nos antebraços em ligação com a prótese.

"A mão está muito longe do cérebro, isto implica em regenerar mais de um metro de nervos", explicou o médico, que ressaltou que após o intenso períodop de treinamento cognitivo, que todos os pacientes devem ser submetidos antes da amputação, eles podem revelar impossibilitados de praticar o procedimento por não estarem "prontos psicológicamente".



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