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05/04/12
Ultrassonografia poderá prevenir aneurisma e ateroesclerose
Echo-Piv (Echocardiography-Particle Image Velocimetry) ainda está em fase de aprimoramento e deve estar disponível em cinco anos
Da redação

Uma nova técnica de ultrassonografia será capaz de ajudar a prevenir problemas como a formação de um aneurisma ou de placas de ateroesclerose. Desenvolvido por cientistas brasileiros, norte-americanos e europeus, o Echo-Piv (Echocardiography-Particle Image Velocimetry) – ainda em fase de aprimoramento – deve estar disponível em cinco anos. No Brasil, o estudo é fruto de uma parceria do departamento de engenharia mecânica da PUC-Rio e do departamento de cardiologia da UFF, de Niterói. As informações são do Valor Econômico.

 

“Atualmente, temos a dopplerfluxometria, uma técnica que mede, grosseiramente, a velocidade com que o sangue se movimenta no corpo, o que é uma variável importante tanto para detectar doenças cardiovasculares quanto do cérebro, como acidentes vasculares cerebrais”, diz Bruno Álvares de Azevedo, pesquisador da PUC e coordenador do trabalho.

 

A nova técnica mede a velocidade do fluxo sanguíneo em vários pontos e com mais exatidão, o que permite fazer cálculos mais precisos e achar outros valores importantes. “Posso, por exemplo, calcular a força que o sangue exerce na parede do coração, variável que influencia na formação de um aneurisma (dilatação de uma artéria). Ou a tensão de cisalhamento (uma espécie de força de arraste que o sangue faz na parede dos vasos), que, segundo se acredita, pode ter relação com o processo inflamatório responsável pela formação de placas de ateroesclerose quando apresenta baixos valores e muita variação. Com isso, torna-se possível prever, e não só detectar, estes problemas”, pontua.

 

O método pode ser aplicado com ou sem contraste venoso. A patente é da Universidade do Colorado, e a variante sem contraste foi desenvolvida no Brasil. “Além de caro, o contraste necessário para o procedimento não tem sua comercialização permitida atualmente no Brasil pela Anvisa. Eliminando-o do processo, reduz-se a praticamente zero os efeitos colaterais para o paciente, mas isso, por outro lado, impõe uma restrição ao exame”, explica Azevedo.

 

Para o pesquisador da PUC, o protocolo é bem parecido com o usado nos grupos de pesquisa no exterior. A única diferença está na utilização de uma técnica de processamento de imagens que permite observar o sangue fluindo. “As imagens que obtemos no ultrassom são trabalhadas num software aberto, no qual implementamos rotinas para tornar isso possível”, comenta Azevedo.

 

“Como não usamos contraste, o exame não é nada invasivo. A limitação é que, sem contraste, a gente só consegue aplicá-la em pacientes em estado mais grave, nos quais o sangue é mais denso, mas, ainda a tempo de intervir para evitar um problema de saúde maior”, esclarece o pesqusiador. Entre os participantes do projeto estão Antônio Cláudio da Nóbrega, professor do departamento de Cardiologia da UFF, e Luiz Fernando Azevedo, professor do departamento de Engenharia Mecânica da PUC-Rio.



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